Museu Hermínio Bittencourt, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Museu do Grêmio

GREMIO-19410928-Ata-Pedra-Fundamental-Olimpico

 

1941/09/28. Ata de lançamento da Pedra Fundamental do Estádio Olímpico e fotografia da respectiva cerimônia. A cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Estádio Olímpico do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense marcou a oficialização da permuta da área do primeiro campo do clube, a Baixada dos Moinhos de Vento, pela área do novo estádio. As obras de construção, no entanto, iniciaram-se apenas em 1953, ano do cinquentenário da agremiação e os festejos inaugurais ocorreram no dia 19 de setembro de 1954. Além das assinaturas dos dirigentes do clube, autoridades públicas e torcedores, no documento textual vê-se o antigo escudo do Grêmio F.B.P.A, bem como o endereço de sua antiga sede, na Rua dos Andradas, em Porto Alegre.

Arquivo Municipal de Novo Hamburgo

Novo Hamburgo para além do calçado: o trem e a cidade

Conhecida pelo título de Capital Nacional do Calçado, Novo Hamburgo teve seu
desenvolvimento catapultado pela instalação, em 1876, da linha ferroviária que possibilitou comunicação mais ágil com a capital gaúcha. A história do desenvolvimento da cidade está intimamente ligada com o trem. Inicialmente o trem chegava apenas até Novo Hamburgo (imagem 1), chegando até o principal núcleo de povoamento, Hamburgo Velho, só em 1903 (Imagem 2 e 3).

Em 1919, por conta do sentimento anti-germânico gerado pela recém encerrada Primeira Guerra Mundial, foi decretada a mudança do nome do então distrito de São Leopoldo: Novo Hamburgo passaria a ser conhecida por Borges de Medeiros (Imagem 4) e Hamburgo Velho deveria ser conhecida como Genuíno Sampaio. Por sorte, tal iniciativa foi abortada pelo próprio Antonio Augusto Borges de Medeiros, que declinou a homenagem que a Intendência de São Leopoldo lhe propusera com tal ato.

Em 1924, o próprio Borges esteve na vila de Novo Hamburgo para prestigiar a Exposição Agroindustrial, promovida para demonstrar a pujança econômica do distrito que lutava pela sua emancipação, que ocorreria somente três anos depois, em 5 de abril de 1927.

A recepção ao Presidente do Estado, como se nomeava à época o Governador, foi feita com pompa e circunstância, contando com banda de música e presença de autoridades locais (imagem 5). Novo Hamburgo foi atendida pela rede ferroviária até a década de 1960. Nestes anos de convivência, a ferrovia era uma das marcas da cidade, estando presente na memória dos cidadãos que vivenciaram este período. Da espera das encomendas na estação (imagem 6) à paisagem urbana, com os trilhos atravessando a cidade (imagens 7, 8 e 9), a antiga Novo Hamburgo carrega consigo a presença do trem.

Em 1966, “por imposição do progresso” nas palavras dos jornais da época, foi demolida a Estação Novo Hamburgo, depois de noventa anos a serviço da população. A retirada dos trilhos (imagem 10) marca o fima de uma era, cuja retomada, com a chegada do metrô, em 2014, não reviveu o antigo charme das locomotivas.

Arquivo Municipal de Porto Alegre

Processo 001.000158.22.4 aprovacao projeto Nicolau Ely

Processo Administrativo 001.000158.22.4

REQUERENTE: NICOLAU ALFREDO ELY
ENTRADA: 14/02/1922
ASSUNTO: PROJETO APROVACAO
DOCUMENTO DE ORIGEM: REQUERIMENTO

SITUAÇÃO: ARQUIVADO DESDE 03/12/2010
LOCALIZAÇÃO: ARQUIVO MUNICIPAL/AM

Trata este expediente de encaminhamento de Projeto de Construção de um prédio comercial à Rua da Conceição, entre as esquinas da Rua Voluntários da Pátria e antiga Rua Triumpho.

O Edifício Ely foi projetado e construído entre 1922 e 1923 pelo arquiteto Theodor Wiederspahn. Foi construído em alvenaria em estilo neo-renascentista alemão. Possui cerca de oito mil metros quadrados, distribuídos em quatro andares. São 3.220 metros quadrados de fachada, decorada com abundância de janelas altas e estreitas com delicadas esquadrias, balaustradas, cúpulas, ornamentos, estátuas e grades em ferro forjado, destacando-se um belo frontão com volutas, sendo internamente simples e despojado.

Localizado na Rua da Conceição, 283, abriga hoje uma loja Tumelero e a Faculdade de Tecnologia FTEC.

O processo encontra-se bastante danificado devido a diversas intervenções e há restrição para consulta e reprodução do documento.

Arquivo Público do Estado do RS

Carta de Liberdade, de 11/09/1835, de Caetana Felicidade do Nascimento; parda/mulata; Sr. Guilhermina Henriqueta de Magalhães; dt. reg. 11-09-35 (Fundo Tabelionato do Município de Alegrete – Subfundo 1º Tabelionato – Espécie/Tipologia Livros Notariais de Transmissões e Notas – Livro 1 – 1831 a 1846, p. 76r). A carta foi concedida mediante pagamento de 600$, pelo Tenente Antônio Barcelo, sendo 550$ à vista e o restante 50$ em 2 meses, “preço que por sua senhora foi arbitrado para ter sua liberdade, com a única condição da dita parda Caetana o acompanhar enquanto ele libertador viva, tendo em consideração seu estado enfermisso, e sua avançada idade para lhe dar o necessário tratamento, e quando não cumpra esta cláusula ficar sua liberdade sem efeito”.

Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria

Acervo do Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria
Título: Vila Belga – Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.
Local: Santa Maria/RS.
Data: dezembro de 1998.
Fotógrafo: Carlos Blaya Perez.
Descrição: A Vila Belga é considerada o primeiro conjunto habitacional construído no Estado do Rio Grande do Sul. Foi inaugurado em 1903, com o objetivo de servir de moradia para empregados da Viação Férrea. Seu idealizador foi o engenheiro belga Gustave Wauthier, diretor da Compagnie Auxiliaire dés Chémins de fer du Brésil, arrendatário da viação férrea no sul do Brasil. O conjunto habitacional é representado por 84 residências, de estilo belle époque, e segue os moldes das cidades operárias belgas e francesas. Conta com paredes robustas e altas, peças amplas, aberturas emolduradas e porões espaçosos. Registra-se em todo o complexo residencial a influência art nouveau, da Bélgica. A Vila Belga foi tombada em 6 de junho de 1988 como patrimônio municipal e em 2000 como patrimônio histórico do Rio Grande do Sul.

Arquivo Público Municipal de Rio Grande

A Planta Arquitetônica com a fachada do pórtico esboçada em papel comum
refere-se à construção do Pórtico da cidade do Rio Grande. Construído em
1950 no formato de uma máquina de costura, representando as grandes
indústrias têxteis da cidade em décadas passadas. Sua localização é a mesma
onde, no século XVII, existia um portão de entrada para o município.
O documento faz parte do acervo de plantas do Arquivo Público e Histórico
Municipal que fica localizado na cidade do Rio Grande, a mais antiga do
estado do Rio Grande do Sul. O fundador da cidade, Brigadeiro José da Silva
Paes, comandante de uma expedição portuguesa instituiu então no dia 19 de
fevereiro de 1737 a primeira povoação do Rio Grande do Sul. A localização
extremamente estratégica do povoado, banhado de um lado por uma laguna,
cujo significado é o encontro da lagoa com o oceano, era o acesso ideal que os
portugueses precisavam para alcançar seus objetivos de colonização.
Em 1751, quatorze anos após sua fundação, o então povoado do Rio Grande
de São Pedro, é elevado à condição de Vila. Alvo de disputa, durante muitas
décadas a Cidade do Rio Grande é assim denominada em 1835.

Memorial da Justiça Federal do Rio Grande do Sul

Acervo formado por documentos, principalmente autos judiciais findos, objetos e obras que representam a instituição e o papel da Justiça Federal nas sociedades gaúcha e brasileira.
Nos processos judiciais aparecem, de um lado, os particulares e de outro a União, as empresas públicas, autarquias e fundações públicas federais ou os conselhos de fiscalização profissional. Julgam-se, diariamente, processos referentes ao meio ambiente, previdência social, direito tributário, contratos de financiamento habitacional, crimes fiscais e de lavagem de dinheiro, entre outros.
Algumas ações destacam-se por aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais ou pelas mudanças que geram na sociedade. É o caso dos processos 9600020302 e 200071000093470, registrados como Memória do Mundo pelo Comitê Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.

2000.71.00.009347-0-sentenca

Memorial do Legislativo do RS

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Processos parte da CPI de 1979, sob a presidência do Dep. Nivaldo Soares, que investigou o sequestro em 1978 do casal Lilian Celiberti e Universindo Diaz (Uruguaios) em Porto Alegre, parte da Operação Condor (aliança político-militar entre regimes militares da América do Sul), referente à convocação do Secretário de Estado da Segurança Pública para esclarecimentos e juntada de documentos ao bojo processual.

Arquivo do IPE-PREV

Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Vera Chaves
 Barcellos

Sobre Nervo Óptico
Responsável por uma intensa renovação no circuito artístico, o título Nervo Óptico abrange ações do grupo de artistas desde o lançamento do texto-Manifesto em 1976, passando pela criação e circulação dos cartazetes e pelas exposições realizadas até 1978, ano em grupo se desfaz. Inicialmente, o coletivo era formado por Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Vera Chaves Barcellos e Telmo Lanes. Sendo que também fizeram parte, os artistas Jesus Escobar e Romanita Disconzi.

Em 1976, assumiram uma posição pública de repúdio às políticas culturais locais que valorizavam a arte somente como objeto de mercado, através de um “Manifesto” (cartazete) e uma exposição-relâmpago (24 horas ininterruptas), denominada “Atividades Continuadas”, no Museu de Arte do 
RS – MARGS. Os cartazetes ou publicações do Nervo Óptico além de divulgar a produção dos artistas serviam também como espaço expositivo de suas propostas.

Em 1977, lançaram o primeiro periódico – de um total de treze edições- intitulado “Nervo Óptico”, com uma tiragem de três mil exemplares distribuídos gratuitamente a críticos e artistas locais e internacionais, visando ampliar a rede de diálogo sobre arte, o que gerou uma maior legitimidade e visibilidade ao coletivo e suas novas proposições.

Caminho do arquivo:
http://adb.inf.br/caminhosdosarquivos/locais/vera-barcellos/

Memória Carris

Esse documento é uma ação da empresa “Carris Urbanus de Porto Alegre”, criada em 1892 e que teve o início de suas operações em janeiro de 1893. Vinte anos mais nova que a Cia. Carris Porto-Alegrense, a Carris Urbanos também operava com bondes a tração animal. A empresa foi criada para atender as regiões do Partenon, Independência, e Floresta.

Como os veículos da Urbanos eram menores que os da Carris Porto Alegrense, eles foram apelidados pela população como os bonde “caixa de fósforo”.  No ano de 1906 foi criada a Companhia Força e Luz Porto Alegrense, que uniu a Companhia Carris Porto Alegrense, a Carris Urbanus Porto Alegrense e a Fiat Lux. Esta nova empresa passou a ter a responsabilidade de fornecer energia e transporte elétrico para a população de Porto Alegre.

Em 1928 a “Força e Luz” é desmembrada. O transporte pelos bondes elétricos passa a ser responsabilidade da Cia. Carris Porto Alegrense, que neste momento, havia incorporado a antiga Carris Urbanus de Porto Alegre.

Na documentação exposta, é possível ler: “Companhia Carris Urbanus – Constituída em cinco de março de 1892. Esta ação de valor de 200 mil réis, e de número cinqüenta e dois, confere ao seu legítimo possuidor os direitos, vantagens e ônus estabelecidos nos Estatutos”. Também é possível observar as datas em que foram realizadas entradas de capital na empresa entre 1892 e 1894.

Caminho para o arquivo:
http://adb.inf.br/caminhosdosarquivos/locais/memoria-carris/